No artigo "What the Web is for", o autor acaba por se contradizer, sendo que no ínicio diz que o que mostrariamos a "marcianos" seria os humanos a tomarem conta uns dos outros (por ser quando somos "humans at our best"), mas já mais para o final afirma que na comunidade física as pessoas estão afastadas e na internet é que se "humanizam". Assim, porque diria ele que mostraria os humanos juntos a construirem uma casa para pessoas mais desfavorecidas (por exemplo) aos marcianos, se o nosso melhor lado humano é quando estamos na internet a partilhar interesses, segundo afirma?
Concordamos que a internet é, de facto, uma tecnologia que nos permite conhecer novas pessoas e criar "amizades" com as mesmas. Sabemos que é muito importante nos dias de hoje e que nós, jovens, não podemos viver sem ela (mesmo para fazer trabalhos, como este). Mas daí a ser a internet que nos torna "mais pessoa", vai um grande passo. O autor refere que "The real world is about distances keeping people apart", mas na verdade é a internet que nos mantem afastados. Claro que podemos falar com pessoas de outros países e conhecer culturas novas e maneiras de viver, além de partilharmos interesses. Contudo, o afecto também é muito importante, e esse nunca o vamos ter pela internet. Falando por experiência própria, sabemos que podemos criar amigos na internet e até ser muito chegadas a eles, mas eles vivem longe, e o mais provavel é nunca os vermos à nossa frente. E, se temos amigos na "comunidade física" é porque, de certeza, temos alguns interesses em comum. Sendo assim, a frase citada do autor é um pouco "irreal", pois também nesta comunidade física as pessoas estam juntas.
Do nosso ponto de vista, o texto insere-se na abordagem Interactivista sobre as tecnologias e sociedade, de Manuel Castells. Porquê? Porque nem a tecnologia transforma a sociedade, nem a sociedade determina a tecnologia: ambos se complementam e evoluem em conjunto. Na internet, tirando o exemplo do texto, é quase que um "grupo Social", na medida em que as pessoas se juntam por interesse num assunto. Tal como na comunidade física existem grupos sociais consoante a idade, o dinheiro, a escolaridade, entre outros, na comunidade virtual as pessoas juntam-se pelos seus interesses, tornando-se a internet "a place where we can be better at being people".
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